quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A Bandeira da Paz – “estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra” - Fúvia Félix


A Bandeira da Paz – “estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra”
Flúvia Félix
Na mensagem de Ano Novo de 2018, o presidente Ikeda, nos falou sobre a Bandeira da Paz, a Bandeira da Convicção e a Bandeira dos Jovens esta denominada de Bandeira da Gloriosa Vitoria.
Empunhar a Bandeira da Paz é fazer o kosen-rufu, e como se faz isso? Bem, é praticando o Budismo de Nichiren Daishonin, e ele, nos deixou o Gosho “estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra”, como um princípio orientador para se alcançar a felicidade e a paz.
O Buda expressa: “Poderia haver alguma dúvida de que (...) a grande Lei pura do Sutra do Lótus [Nam-myoho-renge-kyo] será amplamente propagada (kosen-rufu) no Japão e nas demais nações de Jambudvipa [o mundo inteiro]? (CEND, v. I, p. 574). Ele previu o kosen-rufu mundial e confiou sua realização aos discípulos das gerações futuras.
O Budismo que praticamos cola ênfase no Kossen-rufu, porém onde ele se inicia? Ele se inicia no coração do praticante e se espalha por meio do shakubuku (propagação), ou seja, é feito de coração para coração. E, não há outro meio mais eficaz de se ensinar a alguém, pois quando assim o fazemos nos sentimos estimulados a dar o nosso melhor, e assim, buscamos e realizamos a nossa revolução humana.
Uma das coisas legais no Budismo é que todos são BUDAS. E, se todos nós somos budas, então, não há nada que não possamos realizar quando, eu uso o corpo, a voz, a visão, a sabedoria do buda para me desenvolver enquanto pessoa sendo assim, podemos nos libertar de nossas amarras e escrevermos a nossa História.
Bem, e como isso me ajuda a hastear a Bandeira da Paz?
Boa pergunta!!!!
Temos de ter convicção sobre o que praticamos e sempre manter vivo o espirito de procura, de estar onde o Mestre não pode estar e dar o nosso melhor no local em que atuo, seja na Gakkai, no trabalho, na família. Fácil? Nem um pouco. Porém, imbuída no espirito de levantar-se só e de jamais desistir a cada tropeço devo me levantar como digna discípula de meu Mestre da vida e tentar mais uma vez até acertar. Rsrsrsrs e, tudo isso sem cobrança, sem nóia e pirações. E, para isso, devemos sempre buscar ajudar e orientações.
Daishonin afirma: “Deve não só perseverar como também ensinar aos outros. (...) Empregue o máximo de sua capacidade ao ensinar os outros, mesmo que seja uma única sentença ou frase” (CEND, v. I, p. 405-406).
Tentando resumir, rsrsrsrsrsr, ao recitarmos Daimoku, Nam-myoho-renge-kyo, e compartilharmos os ensinamentos budistas de Daishonin com os outros (shakubuku), essas duas ações são as rodas/molas de nossa prática. E, “estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra”, significa... que “estabelecer o ensinamento correto”, é a nossa missão religiosa enquanto praticante, e a “pacificação da terra”, a nossa missão social.
Para ressaltar, Daishonin escreveu: “Se o senhor se importa realmente com a segurança pessoal, deve primeiro orar pela paz e segurança nos quatro quadrantes da terra” (CEND, v. I, p. 24). O trecho “paz e segurança nos quatro quadrantes” refere-se à paz na sociedade. Ou seja, devemos construir uma sociedade na qual TODOS possam desfrutar um ambiente de paz e prosperidade.

Brasil Seikyo, Edição 2337, 27/08/2016, pág. B2/Encontro com o Mestre
Brasil Seikyo, Edição 2402, 13/01/2018